Estive
em tuas mãos tanto tempo,
Que
esqueci o formato do teu peito...
Entre
tuas mãos vi o beijo que davas,
A
ânsia que ficavas
Na
falta de me ter...
Pensei
que não me amavas,
Pois
cada vez que batia
O
eco retumbava entre duas taças sensuais...
As
mãos se entreabriam e o peito arcava
Na
ânsia de novamente me ter.
Sou
nobre de alma pura,
Que
busco em tuas juras,
A
certeza de um dia morrer...
Morrer
de tantas dores, vivendo mil amores,
E
entre tuas mãos ter a certeza em vão
De
que mais que um homem eu sou um coração.
[Marilda
Amaral]

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