Olho para o céu e deslumbro a verdade de que vivi vários anos,
Aprendi várias coisas,
Fiz várias situações acontecerem...
Fui mocinha...
Várias vezes bandida,
Mas acima de tudo
Fui grande parte desta trajetória
Uma pessoa de alma aberta a tudo,
Dei tapa na vida,
Conferi o prejuízo,
Comemorei às vezes que meu bilhete saiu premiado,
Mas de todas as dádivas,
A mais comemorada é a graça de fazer parte
Do planeta água como diz o poeta.
Existem coisas neste mundo que calculo
Inexoráveis, mas mesmo assim,
Vale a pena viver...
Não importa que meus olhos ardam,
Entrarei na fumaça...
Apagarei o fogo da mata.
Não importa que arpões rasguem minhas carnes,
Aplacarei a dor do mar...
Combaterei o baleeiro.
Não importa que suje minhas mãos na beira do fétido rio,
Juntarei o lixo do desalmado...
Reciclarei o desalento darei forma de vida.
Não importa que meus pulmões fiquem doloridos,
Correrei na selva de pedra...
Mas não ajudarei a poluir.
Não importa o prejuízo que tenha em não ler a propaganda à beira da estrada,
Não lerei verdades em troca da beleza que a natureza me brinda.
Não importa que não pense no astronauta...
Mas pouparei meus pensamentos para ondas que não poluam o espaço onde habita minha terra e minha lua...
Apesar de inexoráveis sei que todos eles são filhos do progresso, mas eu sou filha da poética natureza!
[Marilda Amaral]
Nenhum comentário:
Postar um comentário